Meu Perfil
BRASIL, HomemContato: yurikoch@hotmail.com




 Dê uma nota para meu blog


 Asian Fury
 Bakemon
 B Movie Blues
 Boteco Sujo
 Mondo Paura
 Mundo Cane Blogspot
 Pornochancheiro
 Pornografista
 Revista Zingu
 Vá e Veja
 Violão, Sardinha e Pão
 Xmaniac





Necrofilmes: Obscuridades da 7º Arte


 (USA) Trata-se de um documentário onde são enfocados vários aspectos bizarros da vida americana e onde desfilam uma após outras as mais estranhas personagens de um mundo à parte, como sejam a poligamia dos mórmons, os bordéis para “velhinhos”, tatuagem de partes íntima, o Oscar da pornografia, competições de nudismo, clínicas de sexo em grupo, etc...

Após ler a contracapa do documentário This is America (América na Era do Sexo, 1977), tem-se uma noção exata do tema abordado. Como um exemplar legítimo da safra de documentário mondo, a essência de This is America é a investigação e análise dos aspectos exóticos e grotescos de um povo. Mas diferentemente da maioria da filmografia mondo, que documenta e mostra o lado perverso de nações africanas ou asiáticas – partindo da velha ótica “país europeu desenvolvido e ex-colonizador critica culturas subdesenvolvidas de ex-colônias” – América na Era do Sexo parte de uma premissa curiosa que, se fosse aproveitada de forma competente, poderia render bons frutos: a autocrítica da sociedade norte-americana.

O tempo da oração anterior “fosse aproveitada” está no subjuntivo porque a indigência do diretor Romano Vanderbes estraga qualquer possibilidade de tornar a narrativa interessante. “Os bordéis para velhinhos” – com a caracterização forçosa das garotas de programas (ou serão idosas de programas?) torna o documentário extremamente cômico e desagradável... Ou extremamente sensual, caso você tenha repugnantes atrações pela terceira idade.

Do cômico para o cômico-bizarro: em uma visita a uma sessão sadomasoquista, acompanhamos a labuta de um carrasco nas “torturas” (soft) de suas vítimas. Até aí tudo bem, se não fosse o fato do carrasco ser um idoso barbudo, baixo e gordo. Seria Papai Noel um carrasco sadomasoquista?

Alguns outros elementos do inconsciente sexual norte-americano apresentados ao longo do hipnógeno documentário: o prêmio Eros (especializado em cinema pornô), praias de nudismo, fabricação de dildos e catfight na lama, além dos famosos bordéis do oeste.

Ao contrário do que aparenta, as cenas nunca são mostradas de forma explícita. Sempre implícita, e muitas vezes forjadas – as das idosas discutidas anteriormente.

O próprio transcorrer do tempo, e as crescentes investidas da enorme indústria do sexo, a partir da década de 80, principalmente, acarretou em transformar This is America em um documentário ultrapassado, antigo e empoeirado, fruto de um período de transição do conservadorismo para as liberdades sexuais e sociais da década de 60.

This Is América saiu em VHS pela famosa F. J. Lucas com o sugestivo nome de América na Era do Sexo, encontrada somente em locadoras e sebos de bom acervo ou na casa de pessoas extremamente insanas como Sr. Necrofilmes.

 



Escrito por Yúri Koch às 00h27
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



Novo blog adicionado: Hediondo

Necrofilmes adiciona um novo blog nos links: Hediondo.

Vamos às vias dos fatos para tentar compreender melhor as mentes das pessoas por de trás dos blogs. Igor, editor-chefe do Hediondo – especializado em cinema splatter & trash – tem uma estranha (e bota estranha nisso!) atração aos anões Chumbinho (galã da extinta Boca do Lixo paulistana) e Weng-Weng (anão agente-secreto trash filipino, sósia de Pierce Brosnan!). A veneração dele para com o anão Chumbinho é tanta que chegou a ponto de delirar e afirmar que o Chumbinho é meu primo, de tão parecidos que somos (!).

Apesar dessas características um tanto quanto repudiáveis, Igor é meu amigo. Sempre conversamos sobre filmes, além de ser uma das poucas pessoas fã do horror que tive a honra de conhecer e conversar pessoalmente.

Em Aracaju, habitat natural do editor de Hediondo, foi sediada uma estranha e inusitada cena, eternizada na história gore sergipana: dois jovens, em plenas ruas desertas e escuras, onde mendigos perambulavam bêbados e trombadinhas corriam para lá para cá, conversam e versam sobre David Cronenberg, Joe D’Amato, Laura Gemser, Jorg Buttgereit e o diabo!

Recomendo você dar uma passada (permanente) no Hediondo, ler as resenhas (quase diárias!) que o maluco consegue fazer, de forma agradável e sucinta, e ainda por cima conferir a avalanche de DVDs importados (supimpas!) que esta criatura lisérgica-misantropa chamada Igor consegue. Tudo vale a pena, se a alma não for pequena, como dizia sabiamente o poeta Fernando Pessoa!



Escrito por Yúri Koch às 13h45
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]