Meu Perfil
BRASIL, HomemContato: yurikoch@hotmail.com




 Dê uma nota para meu blog


 Asian Fury
 Bakemon
 B Movie Blues
 Boteco Sujo
 Mondo Paura
 Mundo Cane Blogspot
 Pornochancheiro
 Pornografista
 Revista Zingu
 Vá e Veja
 Violão, Sardinha e Pão
 Xmaniac





Necrofilmes: Obscuridades da 7º Arte


Sadomania

 

 

Foi com uma grande satisfação que eu fiquei sabendo do lançamento, no mercado nacional de DVD, de quatro filmes do diretor espanhol Jess Franco. São eles: Sadomania, Vampyros Lesbos, Facelles e Girl from Rio, todas sob o selo Trash Collection. Desses quatro filmes, um eu já tinha conhecimento da existência em VHS, o Sadomania, que já fora lançado pela distribuidora Argovideo.

Os novos DVDs do Jess Franco saíram pela Continental, a mesma que lançou com preço caro, de forma precária, com pouca divulgação e quantidade, o clássico de George Romero, Night of the Living Dead, e o pack do Ed Wood. Entre os antecedentes criminais da Continental está o defeituoso DVD do clássico underground Pink Flamingos. No DVD nacional do Pink Flamingos, diga-se de passagem, há um grotesco defeito de fabricação. Na parte que Divine está “acariciando” seu filho (eufemizando o “blowjob”), pula-se, automaticamente, para a cena em que ocorre o incêndio na casa dos arquiinimigos do protagonista. Um salto berrante de aproximadamente 20 minutos, não me lembro ao certo. Eu fiquei tiririca com esse descaso da Continental. Como ela tem os direitos autorais dos filmes (eu acho), nenhuma outra distribuidora poderá relançar o Pink Flamingos. A única solução é você encomendar um DVD importado...

Voltando ao pack do Jess Franco, a imagem do Sadomania, primeiro filme que assisti, está uma belezura. Cristalina de encher os olhos e dar água na boca. Também, quem me dera, o Sadomania nacional é a versão Blue Underground, distribuidora norte-americana conhecida por lançar, de forma competente e profissional, seus DVDs no mercado.

O único defeito do Sadomania da Continental são os extras, constituídos somente pelas filmografias do Jess Franco e do elenco, trailer e pôster. Ou seja: o básico do básico. Nada da entrevista com o Jess Franco, de 18 minutos, que vem no DVD da Blue Underground.

Vamos agora, definitivamente, analisar e conhecer o excêntrico filme Sadomania. Mas afinal, sobre o que ele retrata? A história é simples, mas cheia de furos.

Um casal recém-casado, viajando de carro pelos confins da Europa, perde-se no deserto e resolve parar o automóvel. Após um clima de romance entre quatro portas, eis que chega de surpresa três mulheres praticantes de topless – vestidas somente com uma pequena bermuda jeans – que acabam cercando o casal. Apontando armas em direção a eles, as guardas avisam que estão invadindo um local proibido. Dando voz de prisão aos amantes, e por ser aquela inóspita região um presídio feminino, vai em cana somente a noiva Tara (a playmate alemã Ursula Fellner). Aí o primeiro furo do roteiro: Como um noivo deixa sua amada ir presa, sem mais nem menos? Por que ele não comunicou à polícia o fato? Ele é simplesmente liberado! Pega suas trouxas e vai embora, deixando a pobre Tara ao Deus dará! Por que há o presídio? Por que as guardas do presídio desconhecem sutiãs? É por que eles apertam? Por quê?

Na prisão, Tara irá presenciar, constrangida e nervosa, a sessões de bestialismo, rape, lesbianismo e escravidão branca. Tara e todas as prisioneiras, também legalmente loiras, são obrigadas a trabalhar, no sol escaldante, apenas de topless. As guardas também as acompanham na vestimenta. Para aprofundar o absurdo, a comandante do presídio feminino é a travesti operada Ajita Wilson, uma espécie traveco da mistura da Ilsa com a Laura Gemser.

No meio de tanta incoerência (para que coerência numa produção sexploitation?), há um governador impotente (o veterano ator Antonio Mayans), sua esposa lesbo-sádica e o chefão gay de uma ilha-puteiro que alicia a mulherada. O chefão, para os desavisados, é o ator/diretor Jess Franco, que realmente convence no papel “irreverente”.

Jess Franco, na entrevista ao DVD da Blue Underground, disse que se inspirou nos Fumetti, os quadrinhos italianos – muitos deles com excesso de sexo e violência – para dirigir o Sadomania.

Sobre Ajita Wilson, o destino foi trágico com ela (ou ele, sei lá). No ano de 1987, sofreu um acidente de carro e acabou morrendo...

Na verdade, se eu te dissesse que Sadomania é um bom filme, ia pedir urgentemente para ser internado. Mas para quem gosta ou quer saber da vida e da obra de Jess Franco, para os que curtem produções excêntricas sexploitation, eu recomendo. Vale salientar que Jess Franco não é Ed Wood, e por isso nem toda obra de sua filmografia é trash. Longe disso! Sem generalizações!

 



Escrito por Yúri Koch às 12h35
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



Bumfights: A Cause for Concern

 

No ano de 2002, um site amador na Internet viria a ser um grande fenômeno de vendas de DVD, conseguindo alcançar a marca superior a 300.000 cópias vendidas.

Qual a receita para se chegar a esse estrondoso sucesso? Simples. Reúna uma gangue de marginais para filmar. A lógica aqui é uma idéia delinqüente na cabeça e uma câmera de vídeo na mão. O resultado é Bumfights: A Cause for Concern, proibido na Inglaterra e que rendeu inúmeros processos aos seus realizadores.

Dezenas de atos marginais podem ser encontradas ao longo dos seus 60 minutos de duração. O documentário Bumfights é constituído por “personagens”, mendigos ou não, cenas de vandalismos e brigas amadoras de rua. Adicione todo esse emaranhado de atos espúrios à performance luxuriosa de uma modelo seminua, sorridente e esbanjando sensualismo, sempre ao som de rap ou rock.

Toda a delinqüência juvenil do decadente EUA vem à tona no Bumfights. Algumas dezenas de lutas de ruas são mostradas, as famosas “street brawl”. Os jovens norte-americanos se reúnem somente, e apenas somente, para brigarem entre sim. As ruas, lugares públicos, universidades, festas e qualquer conglomerado de jovens são locais para a famigerada street brawl, uma espécie de vale-tudo público. Ao contrário do que todos pensam, não são apenas os adolescentes que têm como hobby as brigas de ruas. Crianças e moças também participam destes atos em grupos.

O foco principal do Bumfights é, primordialmente, os “homeless”, ou “bum”, como os norte-americanos se referem aos moradores de ruas. Daí o nome “Bumfights”. Os mendigos recrutados pelo “documentário” se dispuseram a praticar os mais estranhos e hediondos atos, como quebrar vidros com as cabeças, tatuar a testa, arrancar o dente com um alicate, se jogar de barrancos e de ladeiras, beber urina, lutarem entre si e fumar crack. Enfim, tudo isso e muito mais. Obviamente, foram remunerados para participar do Bumfights.

Há também o personagem Bumhunter, algo como “Caçador de Mendigos”, que se veste com roupas de safári. Nada mais é que uma paródia a um programa televisivo, no qual me esqueci agora o nome, de um Zé Mane que vai à África estudar e pesquisar os hábitos e costumes dos animais, sempre se jogando em cima deles e os amarrando. Porém, na série Bumfights, mude os seres caçados: de animais viram mendigos!

A Fallms, como já foi dito por mim anteriormente, possui os direitos autorais do maligno Bumfights. Lançou-o no Brasil com o título de Violência Urbana. Sinceramente, não vale a pena gastar tempo e dinheiro com a série Bumfights. O pior de tudo é que tem vagabundos da classe média de São Paulo que querem produzir um documentário do tipo...

 



Escrito por Yúri Koch às 11h59
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]