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Necrofilmes: Obscuridades da 7º Arte


As Prisioneiras da Ilha do Diabo

Quero fazer justiça agora. Agradecer e citar o Marcão Colle, eterno colaborador do blog Necrofilmes, que sempre envia filmes para o meu acervo. Graças ao Colle consegui assistir esta obscura obra do cinema nacional, Prisioneiras da Ilha do Diabo, dirigida pelo baiano Agenor Alves (que, anteriormente, rodou o WIP tupiniquim Tráficos de Fêmeas – espere resenha em breve).

A década de 80 foi um tempo áureo dos filmes de exploração no Brasil. Garantidas pela lei de reservas de mercado ao cinema nacional, dezenas de produtoras “baratas”, situadas e concentradas na região da Boca do Lixo de São Paulo, mandavam rodar em poucos dias filmes que tivessem cenas de erotismo e violência, para depois espalhar pelos cantos do Brasil, do Oiapoque ao Chuí, lançando-as nas sessões de cinemas e em fitas VHS.

Mas vamos logo ao filme. Prisioneiras da Ilha do Diabo (existe título mais sensacionalista que esses?) conta a história de um grupo de ricos que, após presenciar um desfile de moda, convida as modelos para dar um passeio de navio. As moças não titubeiam e aceitam a proposta! E lá vai a mulherada rumo à orgia, quer dizer, ao passeio de navio! É tanta mulher que nem consegui contar, mais de 10, todas prontas para o gruda & gruda do barquinho.

Nesse tempo em que o iate está deslizando nas águas do oceano (não me lembro se é navio ou iate, minha memória é falha, só sei que é uma embarcação marítima), corta-se para uma praia não muito distante dali. Lá, uma gangue de maltrapilhos acabara de fugir do presídio. Após uma perseguição policial, os foragidos seqüestram o iate onde estavam as dondocas, e de lá partem para uma ilha deserta. Pronto, existem mais ingredientes que esses para se fazer um exploitation? Homens rudes e selvagens + moças nuas e indefesas + ilha deserta = exploitation!

Essa é a “espinha dorsal” do roteiro. Claro que não vou contar o final, para não estragar a alegria da garotada.

Vale salientar que o filme não é pornô, ou seja, não contém sexo explícito. Prisioneiras da Ilha do Diabo é de 1980. O primeiro filme pornô brasileiro (sexo explicito) foi dirigido em 1981, logo, um ano depois, por Rafaelle Rossi no clássico Coisas Eróticas.

Se não me engano, o Prisioneiras da Ilha Selvagem, em uma classificação mal-humorada do Guia do Vídeo da Nova Cultural, que vai de uma estrela a cinco estrelas, recebeu nenhuma!

Não é assim tão horroroso como dizem por aí. Claro que há falhas, e como! Elenco canastrão, com a presença do próprio diretor (as mulheres, inclusive, quase não abrem a boca, só mostram o corpo), efeitos vagabundos – a explosão do iate executada pelos fugitivos é uma das mais toscas já realizadas – cenas cretinas de lutas... Mas afinal, o que é bom no Prisioneiras da Ilha do Diabo? Isso tudo que foi dito por mim.

 



Escrito por Yúri Koch às 19h49
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