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Necrofilmes: Obscuridades da 7º Arte


Semen by Female Teacher e Kimbaki Sperm

Japão (Nippon)

Capital: Tóquio

Localização: leste da Ásia

População: 126,8 milhões

Idioma: japonês (oficial)

Governo: Monarquia parlamentarista

 

O Japão tem muitos mistérios para serem desvendados. Um deles é a quantidade absurda de filmes pornôs bárbaros, brutais e estranhos feitos por lá. Simplesmente um verdadeiro desfile de excentricidades sexuais, todos os feitches, para todos os gostos e desgostos. Tem de tudo, sadomasoquismo (todo país tem, mas não da forma como é feita lá), bukkake, rape, e todas outras blasfêmias imagináveis ou irreais.

Já li, vi e ouvi muito sobre o sexo no Japão. E não é nada, digamos assim, convencional...

Seguem abaixo certas características sexuais japonesas sabidas por mim. Porém, algumas delas não posso afirmar com toda a integridade, uma vez que não tenho provas e nunca fui ao Japão. Portanto, não saiam por aí dizendo que:

 

– A indústria do erotismo é uma das maiores fontes de renda do Japão

– A Yakuza patrocina o submundo da pornografia

– Hentais possuem tiragens de mais de um milhão por semana (caro leitor, pare por aqui, porque cada vez mais estou baixando o nível...)

– É comum clubes de sinuca onde a bola deve ser atirada nos "orifícios" de uma mulher

– Muitas garotas lêem a sorte através do esperma

– Vendem-se aos montes potes ilustrados por fotos de colegiais (grande feitche do japonês) e que dentro contém calcinhas usadas

– Vendem-se aos montes CD's com gemidos de garotas e saquinhos que contém salivas e pentelhos

– Há inúmeros clubes de scat (procure o que é “scat”, porque eu não vou dizer – não quero afugentar ninguém)

 

“Eca, esse blog Necrofilmes é muito nojento, só tem porcaria e escatologia” certamente pensa algum leitor daqui. Você que pensou isso, não continue na leitura.

Pois, dizia eu da pornografia japonesa e blá, blá, blá. Vamos logo aos dois filmes vistos por mim. Ah, sim, como meu blog é muito visitado por crianças e velhos (um blog para toda a família), não publicarei fotos de sexo explícito.

 

 

O primeiro é Semen by Female Teacher, do diretor Tohjiro. Adivinhou quem disse que este filme enfoca bakkakes! Enfoca até com uma demasia grotesca, dezenas de bukkakes entre uma professora e seus alunos.

Apesar de ser uma obra meio excêntrica, percebi que Tohjiro é um diretor habilidoso. Sabe se posicionar muito bem com a câmera nas cenas de sexo, criando um clima sempre crescente com os protagonistas. Até para minha surpresa, Tohjiro filmou takes sem sexo. Há toda uma história por de trás de todos os bakkakes, que, de uma certa forma, os enquadra em um contexto. Mas eu não sei qual é, porque tal filme é em japonês sem legendas...

Destaca-se ao longo do filme a penúltima cena, um monstruoso cum shot na pobre da professora.

Outro visto por mim é o Kimbaki Sperm, esse sim hiper-estranho. Não há enredo, só feitches estranhos. Nada mais nada menos que um coroa amarrando uma shojo (garota, em japonês) com várias cordas e panos, para logo em seguida dezenas de homens (mascarados – e que berram feitos dontes-mentais, só vendo) revezarem no cum shot.

No Brasil, é extremamente comum mulheres bundudas e tal. Por unanimidade, a bunda é a preferência nacional, o verdadeiro símbolo deste país e o que mais representa o Brasil no exterior. Já os japoneses não, não fazem questão de mulheres com bundas ou seios grandes (coisa mais difícil do mundo você encontrar). O oshiri (o “furiquis” em japonês, na língua do Mussum), não é muito explorado. Passa quase que despercebido. Pensando bem, nos dois filmes vistos por mim e comentados aqui, o omanko (“pussy”, no Japão) também é uma região inexplorada pelos aventureiros, que só querem saber de praticar seu bukkake do dia-a-da.

Ambos os filmes possuem as censuras ópticas (aqueles borrões nas partes íntimas), por causa das leis e costumes do Japão e tal. Porém, hoje em dia, muitos DVD's de filmes japoneses estão saindo com o DigiMo (Digital Mosaic), cujas censuras podem ser retiradas pelo computador.

Isso é um pouquinho do sexo no Japão. Por hoje é só, pessoal!

 



Escrito por Yúri Koch às 22h40
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Female Market

Caro amigo, tenha calma, por favor! Este post é um pouco longo (mesmo odiando resenhas longas, o fiz), pois requer um pouco mais de cuidado e reflexão sobre um delicado tema. Não quero fazer deste blog um jornal informativo, um “Cadernos do Terceiro Mundo” da Internet. Apenas contextualizar o filme Female Market. Tudo na vida tem um contexto, um fato condicionante e um fato condicionado. Essa lógica serve para o filme japonês Female Market. Qual, então, o seu fato condicionante? Podemos dizer que são duas as “causas” da existência do filme hoje comentado. O primeiro, obviamente, é a demência e a crueldade cinematográfica que só poderiam ser feitas no Japão (ô país escroto!), cujo cinema faz questão de mostrar os detalhes grotescos que soltam aos olhos de quem assisti. A segunda causa é, porém, triste: a existência e a persistência do polêmico tema tráfico de mulheres.

 

 

Já comentei aqui, através de uma rápida passagem no filme nacional Tráfico de Fêmeas, sobre a existência de seqüestros e exploração de mulheres. É comum ouvir pessoas gritando aos quatros cantos que as prostitutas são meras “vadias”, “mulheres de vida fácil”. Mal sabem esses trogloditas a verdadeira causa dessa tragédia que assola milhões de pessoas, degradando o ser humano e destruindo famílias e sonhos.

Passaram-se mais de 80 anos da Convenção de Genebra para a Repressão do Tráfico de Mulheres e Crianças, porém, assim como as eleições no Brasil, a situação tende somente a piorar. Somente no país, há 110 rotas intermunicipais e interestaduais de envio de mulheres brasileiras ao exterior. As mais belas são destinadas aos países europeus, atraídas pela perspectiva de ter uma vida melhor. Mas a desgraça assume sua plena forma com a chegada das mulheres ao seu destino. Endividadas e muitas delas drogadas e espancadas, são obrigadas e prestar serviços sexuais.

 

 

No Japão, nacionalidade do filme Female Market, o tráfico de mulheres intensificou-se na Segunda Guerra e nas Guerras do Vietnã e da Coréia. Os militares norte-americanos, após as batalhas, se dirigiam às fronteiras dos países asiáticos para fazer sexo com as japonesas. O próprio governo do Japão retirava as moças dos campos para obrigá-las a se prostituir.

Mas, fugindo do lugar comum de moça-indefesa-do-campo-é-seqüestrada-e-obrigada-a-se-prostituir, Yasuaki Uegaki, diretor do Female Market, optou por uma abordagem diferente. Preferiu (e acertou) enfocar uma quadrilha exploradora de mulheres urbanas, moças da classe-média japonesa que, em um piscar de olhos, são seqüestradas em ruas desertas, semáforos ou garagens.

Após os seqüestros, as vítimas são levadas a um galpão abandonado, onde ficam confinadas e amarradas, sendo obrigadas a manter relações sexuais com os seqüestradores antes de serem enviadas ao exterior. A partir daqui, para a alegria dos sádicos de plantão, entra em cena toda a demência que o cinema nipônico proporciona, personificada pelo diretor Yasuaki Uegaki. Cenas ininterruptas de estupros, bondage, sadomasoquismo e as mais diversas formas de depravações sexuais são mostradas exaustivamente.

 

 

Apesar da obra não ser sexualmente explícita, é forte e causa um certo impacto no expectador. Provavelmente é o filme que mais tem cenas de estupros. Literalmente, um atrás do outro, do início ao fim, ao longo dos seus rápidos 70 minutos de duração.

Female Market é um filme curto, direto, com uma objetividade até que grotesca. A fotografia, sombria e sinistra, é belíssima. Apesar de ser uma obra colorida, Female Market dá a sensação de ser em preto e branco, tamanho o pessimismo, a sordidez do filme, onde galpões escuros são cenários que dão lugar ao teatro do grotesco, à pele alva, clara e sensível das japonesas sendo castigadas e estupradas. É o teatro da morte.

Encerro agora o tema tráficos de mulheres. Mas um ponto crucial não foi levantado. Por que o comércio e exploração de mulheres continuam em pleno século XXI? Quem, ou o quê, sustenta isso tudo? A resposta é, assim como o filme Female Market, curta e grossa: eu, você, ele, nós, vós, eles. Será que aquela “modelo” do site pornô que você visitou semana passada é uma das vítimas do tráfico de mulheres? Será que as “atrizes”do filme pornô que eu vi recentemente são as vítimas de uma quadrilha internacional de criminosos, que visa o lucro através do rufianismo? O tráfico de mulheres tem solução? Não, não tem. Porque a mentalidade imunda do ser humano dá vez e voz às mazelas do mundo. Mundo Cão.

 



Escrito por Yúri Koch às 00h48
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