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Necrofilmes: Obscuridades da 7º Arte


Alucinações Sexuais de um Macaco

Você locaria um filme que se chama Alucinações Sexuais de um Macaco?

a) Não, claro que não. Eu sou retardado?

b) Sim, eu tenho bom gosto e comigo não tem frescuras.

 

Se você respondeu letra “a”, só tenho uma coisa a dizer: Cada macaco no seu galho! Agora, se você é da letra “b”, está no blog certo! Sinta-se em casa! E não me venha com bolodórios!

 

 

Reza a lenda que o ator que se veste de macaco no clássico Alucinações Sexuais de um Macaco é o anão Chumbinho. Eu acho que não. Tenho a impressão de ter lido o nome do dito cujo em algum livro ou revista... Mas não me lembro onde!

 

 

Anão Chumbinho, ator e sex symbol da fase explícita da Boca do Lixo, protagonizou, entre outros clássicos geniais daquela época, o Fuk Fuk à Brasileira, na qual, entre muitas das reviravoltas presentes no enredo, consegue fugir de um ataque sodomístico (existe essa palavra?) escapando por uma privada do banheiro! No vai-e-vem dos esgotos, executa uma formidável aventura sanitária. Mas isso é assunto pra outro dia...

 

 

 

Alucinações Sexuais de um Macaco conta a história de uma mulher que trabalha em um set de filmagens de filmes pornôs. De tão tedioso que é o ofício, começa a ter sonhos eróticos com um macaco, a partir do momento que ela encontra uma roupa simiesca no seu quarto. Logo, o macaco safado entra no ritmo da putaria.

Alucinações Sexuais de um Macaco é um filme, obviamente, de pouquíssimo orçamento, com poucos cenários e elenco um tanto quanto feio (mas é claro!). Utiliza-se daquela velha fórmula de "reciclar" cenas de sexo de outros filmes da Boca do Lixo, entre as quais o Ninfetas do Sexo Ardente, do diretor Fauzi Mansur, no qual anão Chumbinho se diverte em uma festa ao Deus Baco, dentro de um cinema.

 

 

 

Nota-se em umas das cenas do Alucinações Sexuais de um Macaco, algo impossível de se fazer nos dias de hoje, politicamente corretos... Um homem está no seu quarto a descansar, até que adentra, no seu cômodo, uma “mulher”. Após o Zé Mané dar uma de porteiro, entrando  pela “porta dos fundos” da "moça" (se é que vocês me entendem...), ele descobre a triste realidade: “ela” não é “ela”, "ela" é “ele”! A casa caiu! 

As confusões sexuais são uma constante nos filmes de sexo explícito da Boca do Lixo, contrabalanceando a "pegadinha" no espectador ao mesmo tempo em que reclama por uma sexualidade não reprimida, destituída de pudores. Aliás, ressalto eu que cena semelhante pode ser vista também no filme Sexo Erótico na Ilha do Gavião. Inclusive com a mesma "atriz". Olhe a reação do cara.

 

 

 

Alucinações Sexuais de um Macaco é um formidável filme da época mais marcante do sexo explícito na Boca do Lixo. Hoje em dia, o pornô nacional é em todo uma merda. Nada se igual à década de 80. É um sexo solto, sincero, desinibido, sem timidez e sem preconceitos. O povo se via nos cinemas. Cinema do povo, pelo povo e para o povo. 

 

 

 

São os anos 80, meu amigo...

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Yúri Koch às 22h58
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