Meu Perfil
BRASIL, HomemContato: yurikoch@hotmail.com




 Dê uma nota para meu blog


 Asian Fury
 Bakemon
 B Movie Blues
 Boteco Sujo
 Mondo Paura
 Mundo Cane Blogspot
 Pornochancheiro
 Pornografista
 Revista Zingu
 Vá e Veja
 Violão, Sardinha e Pão
 Xmaniac





Necrofilmes: Obscuridades da 7º Arte


Hospital da Corrupção e dos Prazeres

 

Aí macacada, o nosso filme de hoje, que demonstra a magnífica expressão artística do povo brasileiro, é:

 

 

Antes, vamos consultar a minha Bíblia, o Guia de Vídeo 1991 (que está todo ralado de tanto eu ler e reler): “Num hospital desqualificado, enfermeiros, médicos e pacientes participam de uma grande orgia. Cenas explícitas num dos mais baixos filmes nacionais do gênero”.

No Hospital da Corrupção e dos Prazeres temos pacientes desejando as enfermeiras, as enfermeiras coisando os médicos, e por aí vai!

 

 

 

A história é mais ou menos assim: agentes do INSS vão ao Hospital dos Prazeres (sim, o hospital tem nome), investigar um esquema de corrupção naquelas bandas!

 

 

Tudo iria bem (ou não teríamos história) se a putaria não rolasse solta. Inicialmente nos deparamos com um personagem que leva na bunda (leva uma seringa, viu?). O ator aí de baixo, que ainda não sei o nome, em praticamente todas as cenas excêntricas, escatológicas, de sexo homossexual, com animais ou com travestis, está no meio (ou embaixo, ou em cima).

 

 

A musa japinha Sandra Midori rouba as cenas, com seu ar sansei-ninsei (o que significa essa expressão?). Nossa japinha transa, inacreditavelmente, dentro de um açougue, em cima de monte de carne podre de boi. Só nos anos 80 mesmo...

 

 

 

Quais os destaques do Hospital da Corrupção e dos Prazeres? A singularidade e o que destaca dos demais? Primeiro, temos uma (tentativa de) oba-oba entre um casal da terceira idade. “Tentativa” porque o bilau do coroa é que nem o Ibope da TV Cultura, nunca sobe! Daí essa cena não é explícita, e sim, implícita, por motivos de força maior (ou será força menor?).

 

 

 

Outra cena genial: Uma enfermeira, de tanto brincar com uma garrafa, deixa a mesma ficar atolada no seu gineceu! Ih, fudeu! Uma equipe médica é chamada para “desatolar” o caso.

 

 

Eis então que surge um diálogo surpreendente, magnífico e que demonstra o capricho e a genialidade dos filmes da Boca do Lixo, diálogo esse entre uma paciente e dois médicos:

 

 

– Doutor, eu estou com dor de cabeça!

– Então tire a roupa e deita aí – diz um dos médicos.

– Mas por quê? Se é só uma dor de cabeça? – retruca a moça.

– Justamente. Somente assim poderemos investigar essa dor de cabeça!

 

Alguém, por favor, ressuscite a Boca do Lixo.



Escrito por Yúri Koch às 01h02
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]