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Necrofilmes: Obscuridades da 7º Arte


Meu Amante Meu Cavalo (1992)

Estamos no ano de 1992. A Boca do Lixo está na UTI, prestes a ser enterrada. A indústria pornô brasileira entra em colapso. As estrelas que brilharam nos cinemas, encantando a platéia com suas estripulias libertinas, desaparecem. Cadê o Chumbinho? Onde foi o Mestre Sady Baby? E a Sadrinha Midori? As coisas começam a se complicar...

 

– Moço, mi qué trabaiá num filme pornô...

– Muito bem minha filha, quais são as suas qualificações?

– Óia moço, eu fui Miss Bum-Bum 1992...

– Tá contratada! Tá contratada!

 

Eu não estava lá no local na época, mas bem que pôde ter sido assim o primeiro encontro entre o diretor Alcides Caversan e a Kátia Alves. Juntos, os dois conseguiram a façanha de ter feito o mais escalafobético filme pornô brasileiro ambientado na roça, o chamado pornô-rural.

 

Meus Amantes Meu Jegue, também conhecido por Meu Amante Meu Cavalo, ambienta-se em um sítio qualquer de um lugar qualquer. Emaranha-se no interior do Brasil para descobrir o seu povo, a sua gente humilde, menosprezada. Somos apresentados a duas pessoas. A primeira é Kátia Alves (que realmente tem uma bela bunda). A outra pessoa é um João Ninguém cujo nome não me recordo agora, não sou bom em decorar nomes de personagens. Vamos chamá-lo então de Cornélio. Se é que vocês me entendem...

 

Cornélio é interpretado nada mais nada menos por Renato Alves. Quem gosta da Boca do Lixo e nunca ouviu falar no Renato Alves, boa pessoa não é. Renato Alves, natural do Paraná, foi o co-diretor de vários e vários filmes do grande Mestre-dos-Mestres Excelentíssimo-Senhor-Supremo-Doutor Sady Baby. Juntos, dirigiram as maiores preciosidades pornôs de toda a história interplanetária. Entre eles o cult-movie Ônibus da Suruba, de 1990.

 

Vamos então ao Meus Amantes Meu Jegue (ou, como preferir, Meu Amante Meu Cavalo). Logo pelo título, notam-se resquícios, ou melhor, influências da Boca do Lixo, mais precisamente do ex-diretor Juan Bajon e da sua lendária Galápagos Produções. É forte o elemento eqüino em tal produção. Kátia Alves, além de transar com toda a caipiragem, menos com Cornélio (não sei se vocês me entendem), sacia sua depravação sexual com... um cavalo?! E Kátia Alves foi corajosa, viu? Na sua performance eqüino-erótica, ela bota realmente a boca no trombone... Se é que vocês me entendem...

 

Apesar de reconhecer a sinceridade da obra de Alcides Caversan, diretor este que só vi um filme até agora, declaro o total desleixo que paira sobre todos os elementos de Meus Amantes Meu Cavalo. Tudo é muito ruim, muito porco. As interpretações são canhestras, a edição é tosca. O enquadramento da câmera é infantil. É incrível como tudo conseguiu sair um lixo. Até acho eu que tal filme foi rodado em apenas um dia e sem dinheiro nenhum. Mas o pior de tudo é a trilha sonora, que irritou os meus ouvidos e, de tão bizarro, estou com elas até agora na mente, composta pelo Douglas. Parabéns Douglas, você é um grande compositor! Arf!

 

Entre os filmes do gênero pornô-rural feitos após o ano de 1990, eu recomendo sem pudor o hilariante Jeca Erótico no Reino da Bicharada. Inclusive, o meu colega Armando de Oliveira é amigo do filho do Dorival Coutinho, autor do Jeca Erótica. Que coisa, não?

 

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Escrito por Yúri Koch às 23h12
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