Mulheres e Cavalos (1986)
Opa! Mal a demora, macacada. Sabe como é, estava atarefadíssimo esses dias. Mas vocês sabem que nunca vou deixar vocês – e esse blog – na mão. Onde mais encontraremos dossiês e resenhas de filmes de sacanagem da Boca do Lixo, a não ser no famigerado blog Necrofilmes? Quem mais teria coragem de falar sobre filmes como Galinha do Rabo de Ouro, Meu Cachorro Meu Amante, e outras barbaridades? E galera, não poderia deixar de agradecer a presença de todos vocês. Acreditem se quiser, mas já alcançamos a marca de 163.000 visitas! Com média superior a 200 visitas por dia! Valeu mesmo macacada! Me sinto orgulhoso de difundir essas obras. Cinema não é só Glauber Rocha, Federico Fellini... Cinema também é Márcia Ferro, Chumbinho, Sandrinha Midori... E por aí nós vamos!
Como disse em resenhas anteriores, estamos penetrando (no bom sentido, deixar claro) no estranho submundo do diretor Juan Bajon, mais precisamente naquelas obras... Hum, digamos assim, com títulos um pouco (ou pouco?) bizarros...

Qual é o filme de hoje? A obra da vez é Mulheres e Cavalos, feito no ano de 1986. E o elenco? Bom, nós temos a estrela Márcia Ferro, uma das grandes rainhas da Boca do Lixo. Além da musa, temos ainda Fernando Sábato, Max Din, Michelle Darc (óia ela aí de novo!) e a desconhecida Najara Kundera.
O enredo é bem semelhante a Duas Mulheres e um Pônei. É aquela velha história de pegar uma idéia central e explorar ela ao máximo, fazendo dois ou mais filmes quase idênticos. Assim como Joe D’Amato e outros diretores faziam no Velho Continente, Bajon fazia por estas bandas. Produzindo vários filmes com o mesmo elenco, cenários e enredo, gasta-se pouco e tem um bom retorno financeiro, em uma lucrativa relação custo-benefício. Pois bem. Como disse em resenha anterior, no Duas Mulheres e um Pônei, Márcia Ferro escapa de um possível estupro, sendo salva por Fernando Sábato. Já aqui, no Mulheres e Cavalos, Márcia Ferro é seqüestrada pelo mesmo Fernando Sábato, e por seu parceiro de crime Max Din.

No Mulheres e Cavalos, Márcia Ferro é filha de um milionário (que nunca é mostrado), e por isso, seqüestrada. O que os bandidos não sabem é que dona Márcia é uma mulher insana, louca e depravada. Aliás, um amigo meu – que não vou revelar o nome – conhece a Márcia Ferro, e diz que ela é assim mesmo, extremamente amalucada!

Como no Duas Mulheres e um Pônei, no Mulheres e Cavalos todos saem da cidade, em direção a uma fazenda. Lá no cárcere, nossa musa, dona Márcia Ferro, resolve conhecer melhor os seus seqüestradores, vendo o tamanho do resgate, se é que vocês me entendem...

A interpretação de Márcia Ferro é extremamente forçada, e por isso mesmo divertidíssima! Na fazenda, consegue irritar e enlouquecer os seus seqüestradores – que, além de não conseguirem obter o dinheiro do resgate, tem que aturar a devassidão total até o último orgasmo da seqüestrada. No melhor estilo “adepta da Ilha de Lesbos”, Márcia Ferro divide a cama com as feiosas Najara Kundera (nome de princesa africana, heim?) e Michelle Darc. O ponto alto da performance de dona Ferro é, sem dúvida nenhuma, o double blowjob que ela pratica nos sortudos Fernando Sábato e Max Din, com direito à facial cumshot. Aliás, cena assim é raríssima de ser vista em um filme da Boca do Lixo. Totalmente excelente, como diria... Quem mesmo dizia essa frase? É claro que não posto esta foto aqui, pois crianças e idosos tem o saudável hábito de visitar este espaço!

Ma-mas Yúri, e cadê os “cavalos” do título “Mulheres e Cavalos”? Calma, calma, que ainda não terminei a resenha do filme. Bom, está aqui:

O que esperar então de Mulheres e Cavalos? Um produto corriqueiro, e até mesmo banal, é verdade. Mas não deixa de ser interessante, abordando a sexualidade insana do Brasil terceiro mundo, além de ser um belo exemplar do nosso cinema primitivo. “Primitivo” não como uma conotação depreciativa, e sim como adjetivo do retrato fiel do nosso verdadeiro cinema pornográfico brasileiro. O oposto do que é feito atualmente, um emaranhado inútil de cenas desconexas e cretinas, sem criatividade ou ousadia. E viva Juan Bajon!
Escrito por Yúri Koch às 01h30
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